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Locomotivas à espera

Maior empresa do setor de Transporte e Logística do sul do país, com um faturamento total de R$ 4,2 bilhões em 2013, a ALL (foto) está prestes a iniciar uma nova etapa em sua trajetória. Se consumada, a iniciativa pode consolidar a empresa em uma posição ainda mais confortável no ranking 500 MAIORES DO SUL.

Tudo começou em maio, quando os acionistas aprovaram a fusão da ALL à Rumo Logística - braço de transportes do Grupo Cosan S/A, maior produtora e exportadora de açúcar e álcool do Brasil. A oficialização do negócio ainda depende da anuência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Enquanto o processo de análise tramita, porém, o mercado já se mexe em torno da superempresa que está em vias de nascer. Pudera: juntas, ALL e Rumo darão origem à maior companhia logística do país, com um valor de mercado avaliado em mais de R$ 11 bilhões - e poderio para ditar os caminhos do setor ferroviário.

O governo federal vê com bons olhos essa fusão, especialmente pela aproximação da ALL com o empresário Rubens Ometto, detentor de 75% do capital da Rumo. A entrada de Ometto no negócio daria à operadora paranaense maior poder de fogo para concretizar melhorias e solucionar gargalos históricos em diversos trechos da Malha Ferroviária nacional. Números preliminares revelam que, junto com a Rumo, a ALL teria de realizar investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões até 2020. Desse total, pelo menos R$ 8 bilhões seriam desembolsados nos primeiros quatro anos após a fusão. Parte desses recursos tende a rumar para um projeto que já está em andamento: a ampliação e modernização da malha controlada pela ALL em São Paulo. Ao longo deste ano, a empresa tem direcionado seus esforços à duplicação do trecho de 264 quilômetros entre Estrela D'Oeste, Campinas e Santos, em São Paulo. As ligações Boa Vista-Descampado, Botuxim-Dona Catarina e Paratinga-Boa Vista-Canguera já foram concluídas e operam em vias duplicadas.

Presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Gustavo Bambini afirma que o setor tem ganhado atenção especial do governo federal desde 2012, com o lançamento do Programa de Infraestrutura e Logística (PIL). "O programa pretende ampliar a extensão das Ferrovias em mais 11 mil quilômetros. Esse modal deve chegar em 2020 com 40 mil quilômetros instalados", projeta Bambini. O governo também pretende anexar a malha da ALL em São Paulo à Ferrovia Norte-Sul - criando, assim, uma traçado que se iniciaria no Pará e terminaria no Porto de Santos.

Enquanto o Cade não aprova a fusão, a ALL segue seu caminho. No último ano, a companhia dinamizou seus serviços a partir da aquisição de novos equipamentos e ampliação de sua Malha Ferroviária - que hoje abrange 13 mil quilômetros de trilhos. Só no Projeto de Expansão da Malha Norte, foram aplicados R$ 880 milhões. O objetivo é ampliar a produtividade dos sistemas de transportes de grãos, o principal serviço da ALL, seguido de perto por cargas industriais - que vêm utilizando o modal ferroviário cada vez mais.

 
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