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Complexo de Tubarão: há 50 anos conectando o Espírito Santo com o mundo

Vitória, 6 de abril de 2016 - O Complexo de Tubarão, área operacional da Vale no Espírito Santo, comemorou 50 anos neste mês. Localizado em Vitória, o Complexo centraliza as operações de ferrovia, pelotização e porto, sendo responsável por cerca de um terço da exportação de minério de ferro da empresa.

A história do Complexo tem início em 1966 com a transferência das atividades portuárias da Vale dos cais de Atalaia e Paul, em Vila Velha, para um novo local, capaz de atender à crescente demanda da época por minério de ferro. O Porto de Tubarão já nasce interligado à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), sendo considerado a mola propulsora das atividades da Vale no Espírito Santo e o trampolim para que o Estado, cuja economia era centrada no café, pudesse diversificar suas atividades atuando em outros atrativos industriais e comerciais.

Sempre à frente do seu tempo, o Porto de Tubarão, quando inaugurado, tinha capacidade fora do comum para a época. Podia receber navios de 150 mil toneladas, embora a maioria da frota da época tivesse, no máximo, 60 mil toneladas. De 2,9 milhões em 1966 para as atuais 120 milhões de toneladas de minério e pelotas por ano, o modal portuário teve participação decisiva no escoamento da crescente produção da Vale ao longo dos anos e marcou seu lugar na história da empresa, do Espírito Santo e do Brasil. Hoje, Tubarão recebe cerca de 1.100 navios por ano, entre eles os maiores graneleiros do mundo, os Valemax, com capacidade para 400 mil toneladas.

Com a instalação das usinas de pelotização, a partir de 1969, o porto se transformou em Complexo de Tubarão. Além da movimentação de minério de ferro, também fazem parte do Complexo o Terminal de Praia Mole (TPM), que atua na movimentação de carvão mineral, coque e manganês; o Terminal de Granéis Líquidos (TGL), que é operado pela Transpetro na movimentação de combustíveis; e o Terminal de Produtos Diversos (TPD), responsável pela movimentação de grãos e fertilizantes.

Com 14 quilômetros quadrados de área física, o Complexo de Tubarão abriga hoje, além do porto, oito usinas de pelotização e o Centro de Controle Operacional (CCO) da ferrovia Vitória a Minas, que gerencia a movimentação de pelo menos 60 tipos de produtos, entre minério de ferro, aço, soja, carvão e calcário ao longo de 905 quilômetros de linha férrea, o que representa cerca de 40% de toda a carga ferroviária do país. Tubarão recebe, diariamente, cerca de 20 mil pessoas, entre empregados próprios, contratados, clientes e fornecedores e funciona como uma cidade, 24 horas por dia. Além das unidades operacionais de porto, ferrovia e usinas, há também prédios administrativos, cinco refeitórios - que servem, por dia, cerca de 7 mil refeições -, além de agências bancárias e posto de atendimento dos Correios.

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Infográfico - por dentro do Complexo de Tubarão

 

Porto de Tubarão

Modal que deu início à história da Vale no Espírito Santo, o Porto de Tubarão é formado por um terminal dedicado ao embarque de minério de ferro e pelotas com três berços; pelo Terminal de Praia Mole (TPM), por onde é feita a importação de carvão mineral; pelo Terminal de Produtos Diversos (TPD), no qual ocorre o embarque de grãos e o desembarque de fertilizantes; e pelo Terminal de Granéis Líquidos (TGL), por onde são desembarcados combustíveis. Em média, Tubarão recebe 1.100 navios por ano.

Do volume total das exportações de grãos no Brasil, 8% são feitas pelo Terminal de Produtos Diversos. O TPD é responsável também por 8% da importação total de fertilizantes feitas pelo país. No Terminal de Praia Mole são desembarcados 48% do carvão consumido pelas siderúrgicas brasileiras. Além disso, o combustível que chega pelo TGL abastece, além do Espírito Santo, o Sul da Bahia.

No ano em que completa 50 anos de operação, Tubarão recebeu uma série de investimentos estruturais, bem como a revisão de processos de manuseio de granéis sólidos em seus terminais, com o intuito de tornar as suas operações cada vez mais sustentáveis. Recentemente, o terminal também passou por um processo de adequação para garantir que as manobras de atracação e desatracação dos navios Valemax fossem realizadas de maneira ainda mais segura. Considerados os maiores mineraleiros do mundo, esses navios têm capacidade para transportar 400 mil toneladas.

Para receber essas embarcações, Tubarão passou por adequações que envolveram desde a dragagem de aprofundamento do seu canal de acesso - que passou de 22,5 metros para 25,3 metros de profundidade - à substituição dos dispositivos de amarração e das defensas de atracação, além da instalação de um painel de auxílio à atracação dos Valemax.

 

Estrada de Ferro Vitória a Minas

Considerada a ferrovia mais produtiva do Brasil e uma das mais modernas do mundo graças aos investimentos em recursos humanos e em modernas tecnologias, a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) completa 112 anos de operação em maio deste ano. Por seus 905 quilômetros de extensão, que ligam o Espírito Santo a Minas Gerais, passam diariamente pelo menos 60 tipos de produtos, entre minério de ferro, aço, soja, carvão e calcário, entre outros, o que representa cerca de 40% de toda a carga ferroviária do país.

A Vitória a Minas é responsável também por operar o único Trem de Passageiros diário do Brasil que percorre longas distâncias, ligando duas regiões metropolitanas do país. Percorrendo um percurso de 664 quilômetros dos 905 km totais da ferrovia, historicamente o trem transporta cerca de um milhão de passageiros por ano.

Há cerca de dois anos, toda a frota de passageiros da EFVM foi renovada a partir de um investimento de U$ 80,2 milhões. Desde então, 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, passaram a operar na linha para atender, com mais conforto e comodidade, as pessoas que optam pelo transporte ferroviário principalmente pela segurança que o modal oferece.

As novas composições contam ainda com carros restaurante e lanchonete mais modernos e espaçosos, carros gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção). Cada carro executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros. Já os econômicos acomodam 75 pessoas. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares, entre outras melhorias.

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A Vale no Espírito Santo

A presença da Vale no Espírito Santo, e especialmente a construção do Complexo de Tubarão, influiu na atração de empresas, como a Aracruz Celulose (hoje, Fibria) e Companhia Siderúrgica de Tubarão (hoje ArcelorMittal Tubarão), que teve a mineradora participando de sua fundação. O surgimento do Centro Industrial de Vitória (CIVIT), em Serra, e a abertura de outros empreendimentos são também frutos da Vale pós-Tubarão.

Para se ter uma ideia, o PIB estadual era, na década de 1970, de US$ 3,89 bilhões. Vinte anos depois quase triplicou, passando a US$ 10,5 bilhões.

A Vale também mantém importantes ativos socioambientais no Espírito Santo, como o Museu Vale, o Parque Botânico Vale, a Reserva Natural Vale, o Trem de Passageiros e a Estação Conhecimento na Serra.

 

Fonte: Imprensa Vale

 
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